Resenha | A Bruxa (The Witch)


Olá, pessoas! Fazia um bom tempo que eu estava pretendendo ver o filme "A Bruxa", não por ser um filme de terror, mas pelos comentários incessantes de várias pessoas sobre ele. Ao meu ver, "A Bruxa" é uma mistura de horror e terror. Eis a explicação: 

“Terror é geralmente descrito como o sentimento de medo e expectativa que precede a experiência horrível. Por outro lado, horror é o sentimento de repulsa que geralmente ocorre depois de algo assustador é visto, ouvido ou experimentado. É a sensação que se tem depois de chegar a uma realização terrível ou experimentar uma ocorrência profundamente desagradável. Em outras palavras, horror está mais relacionado a ficar chocado ou assustado (sendo horrorizado), enquanto o terror está mais relacionada à ansiedade ou medo. Horror também pode ser definido como uma combinação de terror e repulsa.” Fonte

Com essas definições traduzidas da Wikipedia, consigo convencer a quem já assistiu esta obra. Há muitas cenas em que você espera algo acontecer, você tem a sensação que alguma coisa está propícia a ser prosseguida por uma cena de susto ou tensa; também há várias cenas que te deixam perturbado, imaginando como aquilo tudo é estranho e horrível. Por isso digo que o filme é uma mistura dos dois gêneros com o suspense, mesmo alguns não concordando.

Produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira e dirigido por Robert Eggers, "A Bruxa" veio para dividir opiniões de quem entende (ou não) de cinema e curte (ou não) filmes de terror. Houve uma divulgação enorme antes de sua estréia e até comentários positivos do autor Stephen King, o que fez muitas pessoas ficarem ansiosas para assistir esse longa.



Logo após seu lançamento, o filme foi imensamente criticado, talvez não tanto pela sua temática ou seus componentes técnicos, os quais mais me impressionaram durante os minutos que estive no cinema, mas quanto ao seu gênero. Como já mencionei, o filme é definido como terror, contudo a maioria das pessoas que foram vê-lo nos cinemas se depararam com poucas cenas de "susto" e outras características forçadas desse gênero. 

É indispensável, ao meu ver, ir com a mente aberta e livre de quaisquer expectativas quando se vai ao cinema assistir a um filme, qualquer que seja. Não importa o gênero, mas sim o que iremos sentir durante e depois, pois a mensagem que um filme deixa para reflexão, por menor que seja, é essencial. 



"A Bruxa" conta a história de tormenta da família de Thomasin (Anya Taylor-Joy), uma jovem que, com sua família, é forçada a se mudar para um novo local a beira de uma floresta obscura, onde ocorre vários acontecimentos misteriosos que eles acreditam terem sido feitos por uma entidade maligna, no caso, uma bruxa. Durante toda a trama, ninguém é favorecido pela situação atual, em que até a plantação não sobrevive e a fome começa a preocupar ainda mais o pai e a mãe das crianças. 

A religião para tal família é muito forte, a ponto desse assunto ser presente na maioria das falas e levando os personagens a fazerem coisas específicas, sempre lembrando de seus pecados e tentando encontrar um caminho para o perdão. Após o desaparecimento de um de seus membros, o recém-nascido Samuel, a família entra em desespero e questiona a razão por aquilo estar acontecendo justamente com eles e começam a apontar a culpa para Thomasin, uma vez que apenas ela estava presente durante tal sumiço. É a partir desse momento que a tensão e o drama toma conta da maior parte das cenas, que envolvem rituais, sacrifícios, desespero e muita ansiedade.



Eu gostei muito do filme, particularmente achei a forma que ele foi dirigido e produzido muito bem direcionada ao que se trata de um terror, especialmente comparando com outros filmes do gênero (especialmente os atuais, que esquecem um pouco de seu próprio contexto para dar espaço aos sustos forçados e muito sangue). Seus elementos sugerem um ar misterioso, e junto com sua fotografia incrível e a bela atuação de seus atores, formam um belo filme, capaz de aguçar nosso psicológico e nos fazer seguir a ótima progressão do roteiro enquanto observamos todo o conflito essencialmente humano da trama.

TRAILER DO FILME:



Espero que tenham gostado! Até mais!

7 comentários:

Clayci disse...

Ainda não tive a oportunidade de assistir, mas estou com muita vontade! Não sei nem quando poderei ir...

Só pelas fotos, curti o estilo da fotografia

Irianne Veloso disse...

Eu fico indignada com o fato de eu detestar filme de terror mas estar louca pra ver esse! Achei a sua resenha sensacional, continue assim.

irianneveloso.blogspot.com

Maeve disse...

Wow, esse filme parece muito legal! Só com o trailer já fiquei angustiada. Essa coisa de filme de terror que dá susto é a maior chatisse, os que tem suspense são os melhores! Dão muito mais medo "a longo prazo".

Beijoss

Women Rocker disse...

Minha nossa!

Desde que vi o trailer é que fiquei super ansiosa para ver o filme e depois dessa resenha só aguçou mais a minha vontade.

Beijos
Karolini
http://womenrocker.blogspot.com.br/

Angelica Andrade disse...

@Clayci Vale muito a pena, é uma experiência nova pra quem gosta de assistir filmes no cinema! Mistura de várias emoções! :3

@Irianne Achei esse filme bem controverso mesmo, começando pela divulgação! Mesmo quem não gosta de terror, como você, é uma boa pedida para ir ao cinema :D

@Maeve Com certeza! O trailer já dá pra passar um pouco dos feelings desse filme, e é bem melhor quando o medo é a longo prazo mesmo!

@Women Rocker Fico feliz que a resenha tenha aumentado sua vontade, assista mesmo, é bem interessante!

Obrigada pelos comentários!!

Misa Palahniuk disse...

Ao contrário da maioria, fiquei muito afim de assistir quando me disseram que era terror psicológico. Não sei se é viagem minha, mas você já reparou que essa imagem na miniatura do video do trailer é muito semelhante ao quadro "Os comedores de batata" do Vicent Van Gogh?

Angelica Andrade disse...

@Misa Palahniuk Foi um dos motivos que também me deixou muito ansiosa para assistir! Sim, notei a semelhança, e também foi muito comparada à pintura "A Santa Ceia". A composição do filme nos leva a uma mistura muito complexa de complicação humana e fantasiosa, achei genial. Obrigada pelo comentário, beijos!

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