Sense8: Oito Estranhos, Uma Conexão

Fazia um bom tempo que eu não me apegava a uma série tão rapidamente como aconteceu com Sense8. A série da Netflix surpreendeu muitas pessoas ao abordar um assunto bem diferente do geralmente abordado na ficção atual. Oitos pessoas totalmente diferentes em oito cidades ao redor do mundo conectadas uns aos outros, de forma a compartilharem sentimentos, habilidades e até os próprios corpos.

Assisti a primeira e, até agora, única temporada em dois dias com meu namorado e posso dizer que foi uma espécie de vício instantâneo. A cada episódio que eu dava play, parecia que os minutos voavam e, de repente, chegava a parte dos créditos e lá ia eu reproduzir o próximo, até acabar tudo e eu ficar com aquela sensação terrível de querer mais e não ter.

A série consegue focar de forma bem distribuída os oito personagens principais, e cada um deles nos envolve com uma trama diferente que se torna mais interessante quando partilhada com a dos outros. O grupo é formado por pessoas com talentos distintos, são elas:
  • Riley, a DJ;
  • Kala, a cientista;
  • Nomi, a hacker;
  • Sun, a lutadora;
  • Lito, o ator;
  • Will, o policial;
  • Capheus, o motorista;
  • Wolfgang, o ladrão (ou especialista em abrir cofres e ser "badass").

Cada aptidão possuída pelos sensates faz muita diferença nas cenas em que eles se ajudam, sendo por "visitas" ou encorporando o outro. As cenas em que essas ajudas acontecem são muito empolgantes e muito bem elaboradas, porém, às vezes, um pouco previsíveis, prende a atenção de quem está assistindo de maneira a fazer com que a pessoa não queira nem piscar os olhos. Pura ação! Contudo, para quem está pensando que a série é só sobre cenas mais pesadas, há também um toque de comédia e "sensualismo" durante alguns episódios que nos fazem ficar chocados ou ter pena (de uma forma boa, se isso realmente for possível) de alguns desse grupo.


Também me impressionou muito as cenas mais profundas e as reflexões feitas por alguns personagens que podem muito bem serem utilizadas na vida real. Falando nisso, creio que o ponto forte da série é a capacidade que os produtores e roteiristas tiveram de utilizar características tão reais e coloca-las nos papeis vivenciados para transformar Sense8 em uma verdadeira obra-prima e algo muito singular. É tudo muito envolvente e até muito pessoal. 

"Não são as drogas que fazem alguém se viciar nelas, mas sim a necessidade de escapar da realidade."
Não sou a pessoa que vê mais séries na vida, ou que sabe criticar muito bem os pontos fortes ou fracos de certa coisa, mas Sense8 é, para mim, uma das melhores produções que já vi na minha vida. Então, para completar, deixo abaixo uma das partes da série que mais gostei, quando o grupo, em uma das conexões, se envolve e canta a música "What's Up", ou mais conhecida como "What's going on?":





Espero que gostem, até mais!

3 comentários:

Jeck disse...

Fazia tempo que eu não via uma série ganhar tanta repercussão em tão pouco tempo. E quando isso acontece, significa que é uma das "tops" (Vide Game of thrones, The walking dead, orange is the new black, breaking bad).
Aparentemente é uma série com uma proposta bem original e que me convenceu a dar-lhe uma chance.

Jeck disse...

Isso pq não tem nem um mês que foi lançada...

Angel disse...

Isso mesmo, ganhou destaque muito rápido e bem merecidamente. Assista, é muito legal, você vai gostar!

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