Fan Film | Severo Snape e os Marotos


Olá, pessoas! Eu não resisti e vim falar sobre uma das coisas que eu mais amo nessa vida: Harry Potter. Para quem não me conhece (pois quem me conhece automaticamente já sabe), eu sou fã de Harry Potter assumida e bem extrema. Eu costumava contar os dias que faltavam para as estreias dos filmes no cinema e bem antes disso, dos lançamentos dos livros da série. Todos me reconheciam por isso e eu não ficava nem um pouco envergonhada. 

Já faz quase 5 anos que o último filme da série foi exibido nos cinemas do mundo todo, e desde então os fãs não tiveram uma experiência cinematográfica envolvendo o mundo mágico criado pela autora J.K. Rowling, apenas a incrível notícia da adaptação para os cinemas e um trailer de divulgação do filme "Animais Fantásticos e Onde Habitam", baseado em um de seus livros de mesmo nome. Para nossa alegria, o fandom de Harry Potter é enorme e muito criativo quanto a muitas coisas, inclusive recriar e perpetuar a magia desse mundo através de fan fics, fan arts e fan films. São coisas que os fãs fazem para se aproximar do mundo mágico e ajudar os outros a terem mais experiências nele. 


Enquanto eu explorava algumas páginas sobre Harry Potter, dei de cara com a notícia que o canal Broad Strokes havia concluído mais um trabalho sobre a saga. O curta-metragem chamado "Severo Snape e os Marotos" (Severus Snape and the Marauders) foi totalmente baseado na história original que envolve os Marotos, grupo composto por James Potter (Pontas), Sirius Black (Almofadinhas), Remus Lupin (Aluado) e Peter Pettigrew (Rabicho). Depois que se formam de Hogwarts, o grupo vai comemorar em um bar enquanto discutem sobre o rumo de cada integrante, quando a conversa se torna nostálgica sobre o quanto gostavam de perturbar Snape, até que o mesmo chega no local.



O restante do curta é muito eletrizante, com vários duelos entre os Marotos e Snape, e mostra muito bem o rancor entre este e James, principalmente por causa da Lily, futura esposa do Potter. Admito que os efeitos visuais não são perfeitos, mas levando em conta que não foi feito por uma Warner Bros. da vida, e que foi produzido com o intuito de ser divulgado apenas no YouTube, vale muito a pena de ser assistido, uma vez que a trama e o roteiro nos envolve e torna cada cena como se nós estivéssemos lendo um livro sobre os Marotos, tão requisitado à autora J.K. Rowling pelos fãs.



Se você se interessou pela história, "Severus Snape and the Marauders" está disponível no YouTube. Para melhor compreensão, ative as legendas, que mesmo em inglês facilita a compreensão do vídeo. Assista abaixo:


Espero que tenham gostado! Malfeito feito!

Oscar 2016 | Vencedores e Comentários

Olá, pessoas! Neste último domingo, dia 28 de fevereiro, ocorreu a 88ª edição da cerimônia de premiação do conhecido Oscar, os prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (o Academy Awards). O evento foi realizado, como todos os anos, no Dolby Theater (antigo Kodak Theater), na avenida Hollywood Boulevard, no distrito de Hollywood, em Los Angeles.

A cerimônia em questão é um dos eventos relacionados ao cinema mais aguardados e privilegiados de todo o mundo, almejado pela maioria dos diretores, atores e do pessoal da parte técnica e desenvolvimento de um filme. Quem nunca sonhou em ganhar essa estatueta dourada e careca, não é mesmo? E mesmo sendo um ator ou diretor muito conhecido e que já tenha feito vários trabalhos excepcionantes, não é sempre que a Academia premia uma pessoa com tal trajetória. A prova viva, até essa edição, foi o ator Leonardo DiCaprio, indicado 5 vezes ao Oscar e só conseguiu levar esse ano pela atuação em "O Regresso" (leia a resenha clicando aqui), o que se tornou o ponto mais alto da cerimônia, gerando memes e felicidade por toda internet.


O Oscar 2016 foi apresentado pelo ator Chris Rock pela segunda vez,  e durante toda a cerimônia, discursos contra o racismo no ramo do cinema foram feitos não só por ele, mas outros apresentadores também, em meio a piadas, cenas de filmes modificadas e até de forma séria e direta. Na minha opinião, é muito importante que essa questão seja discutida, já que mesmo depois de tantos anos ainda podemos ver que há uma enorme diferença quanto às oportunidades e reconhecimentos dados para as pessoas negras ou indígenas. Contudo, eu não esperava que grande parte da apresentação do Oscar fosse ser apenas de piadas sobre negros, mesmo que com uma boa finalidade. Chegou a ser cansativo e tedioso o quanto o assunto era jogado repetidas vezes durante os prêmios, mas tudo baseado na minha expectativa de apresentação.

Outro ponto que me chamou total atenção nessa edição foi a presença do ator Jacob Tremblay, que interpretou Jack no filme "O Quarto de Jack" (leia a resenha clicando aqui). Com apenas 9 anos de idade, ele foi uma das personalidades que mais chamaram atenção desde sua presença e entrevistas no tapete vermelho, até o decorrer da premiação. Sua fofura contagiou todo mundo, e a inocência e surpresa de suas palavras quando perguntaram sua perspectiva do local e ele respondendo que consegue ver várias pernas fez muitas pessoas quererem adotá-lo, inclusive eu! 



Para finalizar, é impossível não comentar sobre a arrasadora participação do filme "Mad Max" (leia a resenha clicando aqui) nesse ano. Com 10 indicações, a maioria nas categorias técnicas, o longa do diretor George Miller conseguiu levar 6 estatuetas, e surpreendeu a todos com esse total, considerando a maioria estava apostando mais em "O Regresso", pelos prêmios que conseguiu em outras premiações. Outra surpresa da noite foi no último prêmio, com "Spotlight" levando o Oscar de melhor filme, algo que poucos esperavam de se acontecer. Aliás, foi por essa categoria que eu não ganhei o bolão que realizei com meu namorado e meu amigo (expliquei no último post), já que Emanuel apostou em "Spotlight" e acabou levando como prêmio alguns sets do Dota 2. Quase ganhei.


Então é isso, pessoas. Já estou muito ansiosa para o próximo ano, somente para poder assistir a mais uma edição do Academy Awards, o maior evento do cinema em Hollywood! Espero que tenham gostado! Até mais!

VENCEDORES DO OSCAR 2016:

MELHOR FILME - Spotlight – Michael Sugar, Steve Golin, Nicole Rocklin, and Blye Pagon Faust
MELHOR DIRETOR - Alejandro G. Iñárritu – The Revenant
MELHOR ATOR - Leonardo DiCaprio – The Revenant as Hugh Glass
MELHOR ATRIZ - Brie Larson – Room as Joy “Ma” Newsome
MELHOR ATOR COADJUVANTE - Mark Rylance – Bridge of Spies as Rudolf Abel
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE - Alicia Vikander – The Danish Girl as Gerda Wegener
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL - Spotlight – Tom McCarthy and Josh Singer
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO - The Big Short – Adam McKay and Charles Randolph
MELHOR ANIMAÇÃO - Inside Out – Pete Docter and Jonas Rivera
MELHOR FILME ESTRANGEIRO - Son of Saul (Hungary) in Hungarian – László Nemes
MELHOR DOCUMENTÁRIO - Amy – Asif Kapadia and James Gay-Rees
MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA METRAGEM - A Girl in the River: The Price of Forgiveness – Sharmeen Obaid-Chinoy
MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA METRAGEM - Bear Story – Pato Escala Pierart and Gabriel Osorio Vargas
MELHOR FILME EM CURTA METRAGEM - Stutterer – Benjamin Cleary and Serena Armitage
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL - The Hateful Eight – Ennio Morricone
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL - “Writing’s on the Wall” from Spectre – Music and Lyrics by Jimmy Napes and Sam Smith
MELHOR EDIÇÃO DE SOM - Mad Max: Fury Road – Mark A. Mangini and David White
MELHOR MIXAGEM DE SOM - Mad Max: Fury Road – Chris Jenkins, Gregg Rudloff, and Ben Osmo
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO - Mad Max: Fury Road – Colin Gibson and Lisa Thompson
MELHOR FOTOGRAFIA - The Revenant – Emmanuel Lubezki
MELHOR MAQUIAGEM E CABELO - Mad Max: Fury Road – Lesley Vanderwalt, Elka Wardega, and Damian Martin
MELHOR FIGURINO - Mad Max: Fury Road – Jenny Beavan
MELHOR EDIÇÃO - Mad Max: Fury Road – Margaret Sixel
MELHOR EFEITOS VISUAIS - Ex Machina – Mark Williams Ardington, Sara Bennett, Paul Norris, and Andrew Whitehurst

Oscar 2016 | Indicados e Apostas


Olá, pessoas! Hoje é o grande dia do tão esperado Academy Awards, o conhecido Oscar! Durante essa semana, nós do Blog (Eu, meu amigo Emanuel e meu Namorado Rodolfo) discutimos sobre todas as categorias e os indicados. Decidimos fazer um “bolão” de três pessoas, tendo como prêmio um item do jogo que nós jogamos, o Dota 2. Mesmo sendo uma brincadeira descontraída, a discussão serviu para pesquisarmos sobre todas as categorias do Oscar e, assim, entender como cada uma é avaliada. Abaixo fizemos uma lista dos indicados ao grande Academy Awards 2016 com nossas apostas abaixo de cada categoria: 

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mark Rylance – “Ponte dos Espiões”
Sylvester Stallone – “Creed: Nascido Para Lutar”
Tom Hardy – “O Regresso”
Christian Bale – “A Grande Aposta”
Mark Ruffalo – “Spotlight: Segredos Revelados”

Angélica: Stallone | Rodolfo: Tom Hardy | Emanuel: Stallone

MELHOR FIGURINO
“Carol”
“Cinderela”
“A Garota Dinamarquesa”
“Mad Max: Estrada da Fúria”
“O Regresso”

Angélica: A Garota Dinamarquesa | Rodolfo: Mad Max | Emanuel: A Garota Dinamarquesa

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
“O Regresso”
“Mad Max: Estrada da Fúria”
“O Centenário que Fugiu Pela Janela e Desapareceu”

Angélica: O Regresso  | Rodolfo: Mad Max | Emanuel: O Regresso


MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Filho de Saul” - Hungria
“Cinco Graças” - França
“A War” - Dinamarca
“O Abraço da Serpente” - Colombia
“Theeb” - Jordânia

Angélica: Filho de Saul | Rodolfo: A War | Emanuel: O Filho de Saul

MELHOR CURTA-METRAGEM
“Ave Maria”
“Day One”
“Shok”
“Everythin Will Be Okay”
“Stutterer”

Angélica: Stutterer | Rodolfo: Ave Maria | Emanuel: Ave Maria

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
“Chau, Beyond the Lines”
“Last Day of Freedom”
“Body Team 12”
“Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah”
“A Girl in the River: The Price of Forgiveness”

Angélica: Body Team 12 | Rodolfo: Last Day of Freedom | Emanuel: Body Team 12

MELHOR MIXAGEM DE SOM
“Ponte dos Espiões”
“Mad Max: Estrada da Fúria”
“O Regresso”
“Star Wars: O Despertar da Força”
“Perdido em Marte”

Angélica: Mad Max | Rodolfo: Star Wars | Emanuel: Mad Max


Resenha | A Pequena Loja de Suicídios


Olá, pessoas! Hoje irei mudar a mente de quem acha que animações são feitas apenas para o público infantil com a resenha do filme "A Pequena Loja de Suicídios" (Le Magasin des Suicides ou The Suicide Shop), uma adaptação francesa do livro homônimo do escritor Jean Teulé que foi dirigida pelo Patrice Leconte e lançada em 2012.

"A Pequena Loja de Suicídios" é uma animação e musical que explora a tristeza e melancolia das pessoas em uma cidade da França, onde a esperança perdeu a vez para a depressão por alguns motivos que não são bem expostos no filme, apenas retratando uma crise que desilude a sociedade. Fica bem claro esse estado pelas cenas que mostram as pessoas caminhando pelas ruas de cabeça baixa e com olhares vazios, como se fossem zumbis.  Tal disposição leva a população a considerar fortemente a prática de suicídio, razão pela qual levou a família Tuvache a encontrar uma bela fonte de lucro.

Foi assim que decidiram abrir a loja de suicídios, na qual oferecem para venda diversos artefatos peculiares para seus clientes conseguirem tirar suas próprias vidas. O lucro da família Tuvache passa a vir do seguinte pensamento da população: "ora, se minha vida foi um tremendo fracasso, eu poderia fazer com que minha morte seja um sucesso!". Os donos alegam que ajudar o cliente a morrer é a felicidade deles em uma das canções que fazem a propaganda do negócio. Nessa loja eles vendem desde venenos e cordas até armas de fogo e espadas, todo o tipo de artefato para uma morte requintada ou simples, rápida ou lenta, da maneira que a pessoa desejar.


A pequena loja poderia fazer sucesso por um longo período, porém a chegada de um novo integrante na família que administra o negócio distorce tal expectativa. Alan nasce e vira a vida do pai (Mishima), da mãe (Lucréce), e dos irmãos (Marilyn e Vincent) de ponta cabeça por se tratar de uma criança feliz e que transmite a esperança para a vida de outras pessoas, diminuindo de certa forma a clientela da loja de suicídios. Essa mudança causa enormes divergências entre a população e até dentro da família, surgindo a dúvida de como fazer para resolver esse "problema".

Pode ser estranho imaginar como uma animação musical pode abordar um tema tão delicado e triste para a sociedade, contudo os traços e ambientação mórbida do longa nos fazem aceitar toda a realidade melancólica pela qual a história é guiada. As canções de "A Pequena Loja de Suicídios" conseguem ser irônicas pelo fato de suas letras abordarem assuntos como o suicídio ao mesmo tempo que o ritmo se torna um pouco agitado, especialmente nas cenas da família Tuvache. No fim, é bem claro que o filme tenta passar uma mensagem de otimismo para esse assunto tão delicado, uma vez que muitas pessoas cometem suicídio na nossa sociedade, levadas principalmente pela quantidade de problemas que possuem e não conseguem lidar, ou apenas por não enxergar algum sentido para estar vivo.


Eu adorei a mensagem que "A Pequena Loja de Suicídios" passou, eu não esperava que tal animação me fizesse refletir sobre alguns assuntos. De certa forma esse filme me fez lembrar de "Wall-e", que retrata um futuro onde as pessoas não possuem mais uma animação ou necessidade de estar vivo, apenas sobrevivem, uma eterna inércia. Recomendo muito!

Espero que tenham gostado! Até mais!

TRAILER

Rumo ao Oscar | Mad Max: Estrada da Fúria


Olá, pessoas! Hoje tem mais uma resenha especial do "Rumo ao Oscar", em que escreverei sobre o filme "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road), o quarto filme da franquia Mad Max (não, não se trata de um remake), criada e dirigida por George Miller.

Ano passado, quando fui ver esse filme no cinema, eu não conhecia absolutamente nada dessa série de Miller, mesmo esta tendo uma popularidade imensa e até contar com a atuação de Mel Gibson como protagonista nos primeiros filmes. Apenas achei interessante o trailer que mostrava a ambientação pós-apocalíptica e a ação envolvendo carros malucos que soltavam fogo. Me surpreendi.

"Mad Max" não é um filme de ação ou de carros comum. É uma produção insana que prende a atenção do começo ao fim com suas cenas intensas e a personalidade forte de seus personagens. A história corre em volta do protagonista Max Rockatansky (Tom Hardy), um ex-policial conhecido como o "Guerreiro das Estradas" e anda sozinho com o único objetivo de sobreviver, sempre atormentado pelas pessoas de seu passado. Max logo é capturado pelo clã do Immortan Joe, que lidera a civilização desse mundo pós-apocalíptico, e passa a ser uma espécie de doador de sangue e enfeite em um dos carros do líder.



A sociedade retratada no filme sofre com a falta de água e uma busca implacável por combustível após um conflito termonuclear, o que transformou a Terra num imenso deserto, o que é explicado brevemente no começo do longa e igualmente em algumas passagens depois. Immortan Joe se diz o redentor das pessoas por dominar a Cidadela que parece um oásis em um deserto repleto de tempestades de areia, sendo o único com o poder de fornecer alguns segundos de água para elas quando bem entende, além de possuir vários meios para busca de gasolina.  

Em uma dessas buscas por combustível, Immortan Joe confia a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) a tarefa de sair pelo deserto dirigindo uma super máquina e reservatório para trazer o bem precioso até a Cidadela. Contudo, durante essa jornada, Furiosa muda de ideia e resolve seguir outro caminho, em busca de sua terra natal, tentando fugir do Immortan Joe e salvar as escravas sexuais que ele mantém dentro do comboio. A partir desse momento, Furiosa se torna uma personagem muito marcante, com suas atitudes bem pensadas e coragem de sobra para enfrentar qualquer perseguição e tentativa de destruição. O caminho de Max se cruza com o dela, forçando os dois a chegarem a um entendimento, já que ambos só poderiam sobreviver com uma ajuda mútua. 



O desenvolvimento do filme conta com perseguições extremas de máquinas peculiares e muita, muita ação. Os carros malucos ganham destaque durante as corridas, pois cada um é bastante diferente do outro, além dos personagens que dirigem e "enfeitam" eles, como o que mais me surpreendeu: um guitarrista pendurado em cima de uma dessas máquinas tocando uma guitarra que solta fogo! Algo que também me chamou muita atenção, foi a cena que ocorre dentro de uma gigante tempestade de areia, ela se tornou de longe a minha favorita do filme.

Podemos perceber que há muitas críticas voltadas à objetificação feminina e aos auto-sacrifícios em prol do Immortan Joe e suas promessas além-vida, como no caso das cenas que mostram uma "ordenha" de mulheres para a obtenção de leite e dos momentos em que os seguidores do líder gritam "testemunhem!" e faziam algo suicida. É possível extrair várias reflexões de "Mad Max", principalmente por se tratar de um futuro distópico, em que o mundo não é mais o mesmo e sua civilização é oprimida.



Falando em termos técnicos, a maquiagem, a fotografia e os efeitos especiais desse filme foram o que mais me surpreendeu. Igualmente aos outros filmes da franquia, "Mad Max: Estrada da Fúria" conseguiu passar a imagem dos personagens bizarros e esquisitos, do sangue e da sujeira, além da ambientação característica de um deserto infinito e as cores que nos faz imaginar um calor sinistro que deve fazer ali. Foi um belo trabalho feito pelo diretor George Miller, que mesmo depois de todo esse tempo conseguiu nos passar o que queria. É um ótimo filme para quem gosta de ação, carros e personagens de atitude e com o intuito de fazer as coisas certas!

Indicações de "Mad Max: Estrada da Fúria" no Oscar 2016:

  • Melhor Filme
  • Melhor Diretor (George Miller)
  • Melhor Fotografia
  • Melhor Direção de Arte
  • Melhor Montagem
  • Melhor Figurino
  • Melhor Maquiagem e Cabelo
  • Melhor Edição de Som
  • Melhor Mixagem de Som
  • Melhor Efeitos Visuais

Espero que tenham gostado! Até mais!

Rumo ao Oscar | O Regresso


Olá, pessoas! Depois do super feriado do carnaval, resolvi compartilhar minhas opiniões sobre o filme "O Regresso" (The Revenant), o tão premiado e falado nas últimas premiações da 7ª arte, principalmente pela atuação do ator Leonardo DiCaprio e pela direção de Alejandro González Iñárritu, que levou o Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original por "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)" no ano passado, se tornando um grande assunto de Hollywood.

A história de "O Regresso" é baseada na figura real de Hugh Glass, que no filme é interpretado por Leonardo DiCaprio. O filme é ambientado por volta do século 19 nos Estados Unidos, em meio a um conflito envolvendo uma expedição em busca de peles para caçar a fim de comercializar. Glass, seu filho Hawk (Forrest Goodluck) e o resto do grupo são surpreendidos por um ataque indígena, o qual acaba matando vários membros e fazendo os sobreviventes abandonarem o acampamento e fugirem para outro local em um barco.



Já nos momentos iniciais pode-se notar que a fotografia do longa é de uma qualidade incrível, com belíssimas tomadas da natureza e cenas de ações (especialmente as que não possuem cortes). É normal ficar deslumbrado durante todo o filme, já que as paisagens são de tirar o fôlego de tão bonitas.

"O Regresso" se destacou por não se tornar nada cansativo mesmo focando em um único personagem principal durante todos os seus minutos. Para mim, não se tratou apenas do desejo de vingança do Glass, mas sim de sua luta contra a natureza e todos os desafios que precisou passar para garantir sua sobrevivência. Uma das cenas que mais foi comentada e que igualmente me surpreendeu foi a que mostra Glass sendo atacado por  um urso enorme. De tão bem feita, mesmo tendo sido feita com o auxílio de computação gráfica e um dublê interpretando o animal, parece até real, especialmente pela incrível maquiagem dos ferimentos deixados após vários arranhões e mordidas no personagem. Toda a ação da cena me fez arregalar os olhos e me mexer na poltrona do cinema, impressionada com cada movimento do ataque.



Ficando impossibilitado de se locomover após o ataque, Hugh Glass precisa de ajuda para seguir o caminho junto ao seu grupo. Para piorar, uma nevasca os alcança e o corpo de Glass se torna um fardo para os homens que os carregam, fazendo com que o Capitão Andrew (Domhnall Gleeson) deixe a tarefa de proteger e manter Glass vivo para John Fitzgerald (Tom Hardy) e Bridger (Will Poulter). Esses dois personagens são muito distintos e tem mentalidades bem diferentes, o que torna a missão muito mais difícil de ser cumprida ao envolver um clima intenso e até a volta dos ataques indígenas. Tom Hardy consegue nos passar a complexidade de seu personagem, que não chega a ser um vilão completo, mas mesmo assim nos faz acreditar que ele tem seus motivos para tudo que causou.

O filme mostra uma reabilitação do personagem Glass de maneira rápida, o que me fez questionar se uma pessoa de verdade realmente teria conseguido sobreviver a tantas coisas extremas que ele passou, especialmente com os ferimentos posteriores do ataque do urso. São muitas as situações difíceis que a natureza e as pessoas criam contra o protagonista, fazendo seus motivos para sobreviver mudarem constantemente, mesmo a principal razão, que envolve o Fitzgerald (motivo pelo qual há uma cena incrível no final do filme) continuar no topo de sua lista. 


Estão especulando por aí que é muito provável Leonardo DiCaprio finalmente levar o Oscar de Melhor Ator por "O Regresso", além da própria produção ser premiada na categoria de Melhor Filme e Melhor Diretor. Eu, particularmente, acho muito provável de toda essa previsão ser realizada. Foi uma experiência incrível assistir a esse filme no cinema, então se "O Regresso" estiver em cartaz no cinema da sua cidade, não perca tempo e vá assistir também!

Indicações de "O Regresso" ao Oscar 2016: 
  • Melhor filme
  • Melhor ator (Leonardo DiCaprio)
  • Melhor diretor (Alejandro G. Iñárritu)
  • Melhor design de produção
  • Melhor fotografia
  • Melhor figurino
  • Melhores efeitos visuais
  • Melhor montagem
  • Melhor ator coadjuvante (Tom Hardy)
  • Melhor edição de som
  • Melhor mixagem de som
  • Melhor cabelo e maquiagem



    Espero que tenham gostado! Até mais!

Rumo ao Oscar | O Quarto de Jack

Olá, pessoas! Entramos no mês de fevereiro a alguns dias e com isso chega o tão esperado mês da premiação mais esperada no mundo cinematográfico, o Academy Awards, mais conhecido como Oscar! Para esquentar vocês até o grande dia, que tal conferir as resenhas dos filmes indicados à categoria de Melhor Filme? A primeira resenha desse especial, que irei chamar de Rumo ao Oscar, será do filme O Quarto de Jack (Room), escrita pelo meu amigo e colaborador Emanuel. Espero que gostem!
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Você se lembra de quando conheceu o mundo? Da sua infância e de como foi aprendendo sobre tudo, um pouco de cada vez? O Quarto de Jack (Room) traz um pouco dessa experiência para quem o assiste. O filme conta a história de Ma (Brie Larson) e Jack (Jacob Tremblay) presos em um quarto no quintal de um homem que sequestrou Ma durante sua adolescência e, desde então, a mantem presa com o intuito de abusá-la sexualmente.


O filme não detalhada muito sobre a vida ou costumes desse homem, chamado de Velho Nick (Sean Bridgers), deixando em aberto os motivos do sequestro. Após diversos abusos, Ma fica grávida e dá a luz a seu filho Jack, que cresce no quarto acreditando que tudo fora dele não é real, apenas invenções da televisão. Quando decidi assistir ao filme, eu esperava algo com teor de suspense (mesmo estando ciente que era um drama), daqueles em que a prisioneira tenta fugir a todo o momento, é espancada, abusada, e no final volta pro seu lugar de cárcere e, no fim do filme, de alguma forma, ela consegue matar o sequestrador e fugir, vivendo feliz no mundo real. Bom, se você espera um filme desse jeito, não é O Quarto de Jack que você deve assistir.

"Nós todos ajudamos uns aos outros a permanecer forte. Ninguém é forte sozinho."
Porém, se você procura um drama que te faça sentir na pele o que os personagens estão passando, ai sim você deve assistir esse filme. Durante algumas cenas, Jack faz algumas divagações sobre certas situações e seu ponto de vista sobre elas que, na voz de Jacob, emocionam qualquer um, e o motivo é simples, não somos mais crianças, mas continuamos sentindo as mesmas coisas que Jack sente durante o filme: a contradição entre o medo do desconhecido e a curiosidade em conhecê-lo.

O filme ensina várias lições, desde quão grande é o amor de uma mãe até o quão inocente pode ser uma criança. A história é comovente e emocionante, Jacob Tremblay atua de forma extraordinária para uma criança da idade dele, conseguindo passar cada sentimento para o público. Brie Larson também não fica atrás, extremamente premiada durante a temporada desse ano, a atriz mostra uma imersão fantástica na história do filme, por alguns instantes é possível esquecer que é apenas uma atuação. Enfim, eu indico filme a todos que conheço, e não paro de falar até que assistam pois, até hoje, eu reflito sobre o filme e seus ensinamentos.

Indicações de O Quarto de Jack ao Oscar 2016: 
  • Melhor filme
  • Melhor Diretor (Lenny Abrahamson)
  • Melhor Atriz (Brie Larson)
  • Melhor Roteiro adaptado (Emma Donoghue)
Resenha por: Emanuel Henrique