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Resenha | Guardiões da Galáxia Vol. 2



Olá, pessoas! Eu não era muito de ficar ansiosa para as estreias dos filmes da Marvel, sempre achava as histórias superestimadas e quando assistia, quase nunca me surpreendia. Contudo, em 2014 fui fisgada pela história de "Guardiões da Galáxia", uma improvável adaptação da HQ de mesmo nome. Foi a mistura de bom humor com personagens super cativantes, além da trilha sonora maravilhosa, que me fez ficar encantada por esse filme e muito feliz por ele ter tido continuação.

"Guardiões da Galáxia Vol. 2", com direção e roteiro de James Gunn e distribuído pela Walt Disney Studios, estreou dia 27 de abril de 2017 nos cinemas de todo Brasil e já rendeu mais de US$100 milhões em sua estreia internacional. O volume dois conta com a aparição de novos personagens, trazidos da HQ publicada pela Marvel Comics, e retoma o espaço colorido e a trilha sonora repleta de sucessos da década de 70 e 80, que consegue se integrar muito bem à trama, uma vez que foi escolhida durante a produção do script


Entertainment Weekly


A história é construída em volta dos conhecidos membros da equipe denominada Guardiões da Galáxia, que conta com diversos "heróis" interestelares com o objetivo de proteger o Universo Cósmico. A equipe é liderada pelo Star Lord ou Peter Quill (Chris Pratt) e composta por Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket e o recente Baby Groot, a coisa mais fofa do universo. Em meio a certos conflitos internos e externos, eles descobrem a verdadeira identidade do pai de Peter Quill, que sempre fantasiou com a sua figura. Tal descoberta é rodeada de mistérios em torno de Ego, o planeta vivo (Kurt Russell) e a empata Mantis (Pom Klementieff) e acompanhada de aventuras e conciliações em que a equipe acaba provando ser uma família unida onde um ajuda o outro, contando com a aparição da irmã e arqui-inimiga de criação da Gamora, Nebulosa (Karen Gillan), filha de Thanos, e a volta de Yondu (Michael Rooker) como nunca vimos antes. Resumindo, é disso que o filme se trata: FAMÍLIA. Desde descobertas parternas, projeção de irmãos briguentos entre Quill e Rocket, cuidados com um filhote de árvore, até romances teóricos ou não declarados.

Já começamos sendo recepcionados pela equipe combatendo um monstro horrível e gigante no plano de fundo, ao mesmo tempo que o Baby Groot, um dos personagens mais queridos e aguardados para esse filme, fica em destaque fazendo um espetáculo de dança e fofura, conquistando o sorriso no rosto da maioria do público. Uma introdução que define bem o filme, reforçando a união da equipe e o bom humor sempre explorado pelo diretor James Gunn, mas que tem sua importância durante todo o enredo. Alías, a sucessão de acontecimentos é algo bem interessante em "Guardiões da Galáxia Vol. 2", pois cada cena possui sua importância para o desenvolvimento da história, o que acaba por deixar o filme empolgante, fazendo 137 minutos passarem voando, além de adicionar relevância aos personagens.




Há pontos mais atraentes em cada personagem, o que nos faz criar uma ligação intensa com eles além de só focar na equipe principal. Drax, que de destruidor passou a ser piadista, tem as melhores sacadas humorísticas possíveis, fazendo o público gargalhar. Yondu surpreende com sua flecha Yaka, operada pelos seus assovios, que, junto com os efeitos especiais, faz seus movimentos e sua cor deslumbrante ficar em total sincronia com os comandos do personagem. O Baby Groot não consegue perder sua fórmula de fofura durante todo o filme, além da sua inocência e confusão com certas ordem que lhe são dadas. Enfim, os personagens e a escolha do elenco fizeram do filme um grande potencial para agradar todos os tipos de pessoas.

"Guardiões da Galáxia Vol. 2" é um filme com cores vibrantes, grandes aventuras e um bom-humor de tirar o chapéu, mas não deixando de lado diálogos profundos e cenas dramáticas que conseguem nos emocionar.  Sua fórmula foi feita para agradar tanto os fãs de quadrinhos de épocas passadas e aficionados pela Marvel, quanto crianças a idosos que apenas se interessaram pelo trailer ou poster e decidiu assistir ao filme. Para mim foi um bom exemplo de continuações que são melhores que a primeira produção. Super indico para todos!

Espero que tenham gostado! Até mais!

Resenha | Girlboss

Olá, pessoas! A Netflix está mandando muito bem nas suas produções originais, com destaque para as séries. Um dos mais novos lançamentos da empresa foi a série "Girlboss", uma adaptação do livro homônimo e autobiográfico escrito pela empreendedora Sophia Amoruso, fundadora e dona da loja Nasty Gal. A série, voltada para a comédia e que estreou dia 21 de abril na Netflix, é dividida em 13 episódios com cada um tendo por volta de 28 minutos de duração e vem dividindo opiniões a respeito de seu roteiro (escrito por Kay Cannon, do filme "A Escolha Perfeita") e da sua protagonista.

A série já começa apresentando a protagonista Sophia Amoruso no ano de 2006, interpretada pela atriz Britt Robertson, como uma jovem que mora em San Francisco e se vê presa em uma rotina e prestes a se tornar uma "adulta chata", nas palavras da mesma. A garota de 22 anos passa a temer a ideia de conseguir um emprego maçante e trabalhar nisso até o fim da vida. Seguindo seu instinto impulsivo e sua personalidade forte, Sophia decide construir o próprio futuro e se esforça para encontrar um caminho que a faça ter sucesso na vida, além de conseguir boa renda fazendo o que ama. A protagonista consegue montar um negócio vendendo roupas de brechó remodeladas em uma loja chamada Nasty Gal Vintage em um famoso site de compras e vendas, o E-Bay.

"Girlboss" é focada unicamente na jornada de Sophia, tanto seu amadurecimento como pessoa, tanto sua vida profissional. Ela é retratada como uma garota destemida e meio maluca que passou a adolescência roubando bolas de crianças e pegando carona com estranhos para ir a festivais de música, quase sempre acompanhada da amiga Annie. Sophia assume inúmeros riscos para conseguir alcançar seus objetivos, em meio a problemas de saúde e outros obstáculos da vida, incluindo pessoas. 

Nos primeiros episódios foi fácil achar que a série não sairia da "mesmice", já que a história não saía da Sophia mimada e revoltada com o mundo. Contudo, há uma construção em volta do seu objetivo e isso consegue moldar a série e a levar adiante em um ritmo agradável. Foi difícil de se acostumar com a protagonista, uma vez que o título "Girlboss" dá por entender que a série se trata de emponderamento feminino e que essa questão seria retratada de forma abrangente na história. Na verdade, é abordada a impaciência de Sophia em ser tratada como uma garota fraca, inocente e sem capacidade para administrar um negócio próprio e de grande proporcionalidade sem a ajuda do pai e de outras pessoas. Ela transforma a dúvida dos outros em combustível para sua produtividade.
http://www.adorocinema.com
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No geral, "Girlboss" possui personagens interessantes e acerta nas cenas que tentam retratar a atividade de fóruns on-line como uma conversa em grupo real. É divertida em alguns momentos, contudo há várias cenas que podemos nos envolver de forma mais profunda pelos altos e baixos da vida de Sophia. A série acerta muito na fotografia incrível, iluminação, figurino e trilha sonora, além de ser repleta de piadas nerd e referências à cultura pop, especialmente em um dos episódios que os personagens assistem à "The O.C." e se envolvem tanto quanto uma pessoa real. Uma das coisas que mais achei interessante foi ter a oportunidade de rever como a tecnologia e a moda eram na década passada, já que a série é ambientada dos anos 2002 até 2008. 

A história adaptada transpareceu ser muito boa, contudo essas partes interessantes foram pouco exploradas, dando mais espaço para as decisões impulsivas e personalidade explosiva e, em certos momentos, egoísta, da protagonista. "Girlboss" é uma série rápida e tranquila para se assistir, vale a pena por alguns aspectos mas talvez se tivessem feito algumas mudanças ela poderia atingir o potencial que algumas pessoas estivessem esperando ao decidir apertar o botão de play.

"Eu só preciso descobrir uma forma de crescer sem me tornar um adulto chato."
"Você tem razão. Eu sou uma garota e isso não deveria ser uma coisa ruim."


Espero que tenham gostado! Até mais!


TRAILER:


Fonte dos gifs: http://hilaryduffs.tumblr.com/post/159863369783/go-ahead-underestimate-me-its-just-what-i-want

Resenha | Q&A a day (Uma Pergunta Por Dia)


Olá, pessoas! A resenha de hoje se trata de um livro bem diferente dos convencionais. Já faz um tempo que os livros interativos viraram moda entre as editoras e a procura por eles aumentara cada vez mais. A maioria desses livros possuem espaços em branco para que o leitor possa inserir  seus pensamentos  e até mesmo respostas para as perguntas feitas pelo autor.

"Q&A a day 5-Years Journal", da editoria Potter Style e edição de 2010, que possui uma versão brasileira que tem como título "Uma Pergunta Por Dia", publicado pela Intrínseca, pode ser considerado um livro diário onde é possível registrar suas respostas para uma pergunta específica por dia, e o mais interessante é que, nessa edição da Potter Style, são 365 questões diferentes que podem ser respondidas de forma diferente a cada 365 dias, durante 5 anos.

A proposta do livro é muito interessante para quem gosta de manter seus pensamentos e poder verificá-los mesmo depois de muito tempo. É uma ótima forma de perceber como nós mudamos (ou não) de gostos, pontos de vista e reviver experiências passadas e as contribuições das mesmas para nossa construção como pessoa. É como uma cápsula do tempo em forma de livro, como uma rede social própria que te permite guardar seus "posts" para sempre.

Se trata de um livro compacto no tamanho, o que o torna fácil de ser carregado com você até mesmo em uma bolsa pequena, o que ajuda muito ao torná-lo um projeto diário. Ele possui capa dura, o que dificulta um pouco a abertura das páginas, mas nada que torna impossível o seu uso, e o corte dourado das páginas faz o livro parecer um item histórico e precioso (algo como um livro do universo de Harry Potter, talvez relacionado com o nome da editora "Potter Style"). 



Cada página contém 5 espaços diferentes (um para cada ano) dedicados à mesma pergunta, cada espaço possui apenas 3 linhas, parece pouco para quem tem a letra grande, contudo, como a maioria das perguntas são curtas e diretas, nada que um esforço para diminuir a caligrafia não resolva. Aliás, as perguntas são muito interessantes e diferentes, e como o livro é em inglês, é uma ótima maneira de praticar a língua estrangeira e acrescentar palavras novas ao seu vocabulário.



É uma ótima aquisição para quem gosta de se descobrir através dos anos e manter seus pensamentos sobre as coisas e o mundo no geral! Ele possui várias outras versões, como a exclusiva para crianças e outras com durações diferentes de tempo, como a de 3 anos.

Você pode adquirir esse livro clicando aqui!

Espero que tenham gostado! Até mais!

Resenha | Fome de Poder (The Founder)



Olá, pessoas! Venho hoje com uma resenha de um filme que estava ansiosa há tempos para assistir. Vou falar um pouco sobre "The Founder" ("Fome de Poder" no Brasil), o filme que conta a história de como a rede de fast food McDonald's se tornou esse poderoso império que muitos conhecem hoje em dia.

Em meados dos anos 50 estava na moda as lanchonetes do tipo drive-in, onde as pessoas basicamente encostava seu carro ou outro meio de transporte e uma garçonete vinha te servir e levava a comida em uma bandeja para que se pudesse comer diretamente no conforto do banco do automóvel. Notando esse sucesso, Ray Kroc (Michael Keaton, de "Birdman"), com seus 52 anos, decide investir na distribuição de máquinas capazes de produzir vários milk-shakes em um curto período de tempo. Contudo, seu plano não seguiu como esperado e a cada restaurante e lanchonete que Ray visitava era mais um "não" na sua lista. Sua mulher já não aguentava mais o fracasso das apostas e a única motivação que ele encontrava era no discurso sobre perseverança que ouvia em sua vitrola.



Apesar de não conseguir nenhuma venda, Ray continua tentando e em um de suas ligações para a empresa na qual trabalhava, se deparou com uma demanda muito fora do normal de suas máquinas. Após verificar a veracidade do pedido, Ray é levado pela curiosidade ao sul da Califórnia e lá se deparou com uma fila enorme em frente a lanchonete denominada McDonald's em San Bernardino. A novidade era que diferente das drive-in, a tal lanchonete não servia pessoas em carros, elas que iam até o atendente e faziam seu pedido, que era entregue em questões de segundo. Interessado no novo conceito de preparo, atendimento e sabor, além de poder comer sem a utilização de talheres, Ray fica próximo dos criadores e irmãos Dick McDonald e Mac McDonald e consegue os convencer a gerenciar franquias e transformar o McDonald's em uma rede de lanchonetes ao redor de todos os Estados Unidos.

O filme é uma ótima opção para quem já conhece a grandiosidade do McDonald's mas não sabe muito bem como ele surgiu. É interessante como a direção de arte consegue retratar as lanchonetes da época de forma convincente de que aquilo foi filmado em uma época totalmente diferente da nossa. Somos transportados para o tempo em que serviços como fast-food não existiam e era totalmente novidade.

http://www.icgmagazine.com/web/the-yellow-brick-road/


O roteirista Robert Siegel consegue prender a atenção de quem assiste do começo ao fim, sempre enfatizando algo importante durante o filme e, junto com a atuação muito boa de Michael Keaton como Ray Kroc, nos mostrar que nem tudo foi amigável durante o processo de expansão do McDonald's. Talvez uma das únicas questões que decepciona é o fato de que o filme não consegue nos passar nada além da própria história. É como se tudo que importasse fosse realmente a reviravolta do protagonista.

Com toda minha espera para assistir esse filme, "Fome de Poder" não foi tudo aquilo que eu esperava (especialmente após assistir ao trailer) mas achei interessante conhecer a história por trás do McDonald's e ver como nem toda parceria é maravilhosa.

"Fome de Poder" está em cartaz em vários cinemas do Brasil. Se você se interessou lendo a minha resenha, corre pra assistir!

Espero que tenham gostado! Até mais!

Resenha | Jackie



Olá pessoal. Faz um tempinho que não faço nenhuma postagem nesse blog, então eu vou voltar com a resenha do filme "Jackie", dirigido por Pablo Larraín, pelo qual a atriz Natalie Portman fora indicada a Melhor Atriz para o Oscar 2017

Jacqueline Kennedy Onassis (Natalie Portman), ou apenas Jackie, como é chamada em grande parte do filme, foi a esposa do presidente norte americano John F. Kennedy. JFK é conhecido, além por seus feitos como presidente (confessor que não conheço muito, principalmente por não ser norte americano), por seu assassinato em 22 de novembro de 1963, no Texas. O assassinato aconteceu durante o trajeto da comitiva do presidente em Dallas, no qual o presidente supostamente teria recebido dois disparos, em que um deles foi na cabeça.

Porém, o filme não foca na história do assassinato de John F. Kennedy, conhecido como JFK, ou de sua gestão como Presidente dos Estados Unidos, e sim nos acontecimentos que na maior parte sucederam o atentado a partir da ótica de Jackie. O filme começa com um ritmo bom, apresentando Jackie Kennedy e parte dos momentos que levam ao assassinato do presidente. Porém, o real foco são os preparativos para o funeral de seu marido, relatando os momentos de tensão e incertezas sobre tal evento e retratando o psicológico altamente abalado da primeira-dama da época. Pessoalmente, eu fui ao cinema esperando encontrar uma Jackie forte, com ambições e que não se deixaria abalar pelo assassinato do marido (talvez seja o costume de House of Cards). 



Mas não é apenas isso que o filme mostra. Jackie não é aquela fortaleza de personalidade que você espera ser retratada em um filme, ela foi profundamente abalada pela morte do marido e pela mudança repentina que a vida dela irá dar nos próximos dias. Durante boa parte do filme, ela se espelha na esposa de Abraham Lincoln e como a mulher agiu perante a morte do marido, além de como o funeral do ex-presidente foi planejado. Pessoalmente, eu achei o filme confuso e com algumas cenas desnecessárias, tendo em seu melhor atuação de Natalie Portman, indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Eu não gosto muito de filmes com cenas curtas e que quase não possuem ligação umas com as outras, e "Jackie" apresenta muitas dessas. O filme vale a pena, não chega a ser ruim, mas também não consegue atingir o ápice de uma boa obra.

Minha nota: 3/5
Nota do IMDB: 7.1/10

E você, já assistiu o filme? 

Resenha | La La Land - Cantando Estações



Olá, pessoas! A primeira resenha de 2017 é de grande importância pois se trata de um filme muito aplaudido pela crítica e pelo público em geral, sendo considerado um dos melhores filmes de 2016 nos Estados Unidos, levou vários prêmios desde a sua estreia no Festival de Cinema de Veneza e se tornou a obra com mais vitórias no Globo de Ouro.

Me considerei sortuda por La La Land, do diretor e roterista Demian Chazelle (Whiplash - Em Busca da Perfeição), ter sua pré-estreia no dia 12 de janeiro confirmada nos cinemas da minha cidade, já que todos os anos eu luto para conseguir assistir aos filmes que têm a possibilidade de ganhar uma indicação ao Oscar (o que no final se torna uma tarefa impossível por não disponibilizarem metade dos mesmos).


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La La Land chegou ao Brasil com o subtítulo "Cantando Estações", que foi bem compreendido pois o filme é dividido em quatro segmentos representados por cada uma das estações, onde em seu desenvolvimento conta aos poucos a história de Mia, uma atendente de cafeteria localizado dentro de um estúdio de cinema e aspirante a atriz e de Sebastian, um pianista e amante de jazz que sonha com seu próprio clube. A forma em que os dois se aproximam, diante da empatia, do fracasso, dos gostos e objetivos distintos, é muito bem pensada através das canções e das próprias atuações executadas por Emma Stone e Ryan Gosling. É de se impressionar como os dois conseguem ser artistas tão completos, sabendo atuar, dançar e cantar de forma sucinta.


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O diretor e roterista Demian Chazelle conseguiu criar uma verdadeira obra imersa de arte, com um domínio incrível da linguagem cinematográfica, incluindo uma história forte, direção firme e controle do seu elenco. A fotografia de La La Land é algo a se aplaudir de pé, repleta de cores deslumbrantes, jogos de luz e contrastes que nos transportam para o cinema clássico mesmo, talvez, sem querer. A trilha sonora é algo que surpreende, mesmo se tratando de um musical. As locações escolhidas da cidade de Los Angeles, na California, foi bem representada e deu mais justificativa ao seu título. Cada canção levava a cena como uma orquestra, especialmente City of Stars as letras se encaixavam perfeitamente no enredo do filme o que o torna leve e bem prazeroso de se assistir. 

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O filme é uma mistura de sentimentos, com um começo alegre e contagiante, picos de emoção que fazem o público chegar a chorar. Talvez por abordar um assunto tão próximo a realidade de milhares de pessoas, que sonham em ser ou fazer algo por toda a vida e ter dificuldade de alcançar esse desejo, La La Land cativa até pessoas que não gostam tanto do gênero musical. É uma obra que nos fazem refletir sobre a vida real, cheia de caminhos árduos e acontecimentos indesejáveis, mas sem deixar de fantasiar sobre a magia da arte (com referência até ao estilo do pintor Van Gogh), especialmente do cinema e da música em si.

Considero La La Land um dos melhores filmes que já assisti por me proporcionar diversos sentimentos em apenas duas horas em uma sala de cinema. É o melhor que Hollywood tem a nos proporcionar. Altamente recomendo esse filme para todos vocês!


Espero que tenham gostado! Até mais!

Resenha | Rogue One: Uma História Star Wars



Olá, pessoas! Após uma longa espera, finalmente está em cartaz o filme "Rogue One: Uma História Star Wars", considerado um spin-off da série que se localiza entre os episódios III e IV. Eu estava contando os dias para poder assistir a essa produção, minha curiosidade estava a cerca do desenvolvimento do enredo já conhecido tanto por estar no início do "Episódio IV – Uma Nova Esperança" e pelos incríveis trailers lançados para divulgar o filme. Seria algo grandioso? Teria cara de "Star Wars"? Todas as minhas dúvidas foram sanadas quando as luzes do cinema apagaram.

O primeiro impacto da introdução me fez perceber que eu não estava prestes a assistir a mais um episódio da série, e que aquilo era realmente algo diferente, porém familiar. O começo não é muito empolgante, somos introduzidos aos personagens que serão fixados durante toda a trama, e isso me faz querer comentar um dos pontos positivos desse filme. "Rogue One" não abriu brecha para personagens descartáveis, os que tiveram espaço no desenvolvimento foram os que realmente necessitavam ter destaque e importância na história. Há uma mistura de nacionalidades imensa, fazendo o nível de representatividade do filme se elevar diante dos outros. Talvez tenham moldado o roteiro para que eles tivessem tal importância e isso deu a "Rogue One" uma harmonia extra.


A história em si é simples e sem enrolações. Jyn Erso (Felicity Jones) é afastada de seu pai, Galen Erso (Mads Mikkelsen), após este ser forçado a trabalhar na construção da já conhecida Estrela da Morte, e é criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker) até seus 16 anos. Jyn é presa (o motivo não foi muito bem explicado durante o filme) e então resgatada pela Aliança Rebelde, que, em troca de sua liberdade, a faz agir juntamente com Cassian Andor (Diego Luna) e do droid imperial reprogramado K-2SO. É um enredo direto que qualquer pessoa, sendo ou não fã de Star Wars, consegue entender e se envolver.

Os ambientes onde as cenas são retratadas enche nossos olhos, além dos cortes nas cenas de ação (que ficaram incríveis, por sinal) e a trilha sonora única, utilizando bem pouco a dos filmes originais. Quando o final começa a se aproximar, vemos uma direção muito semelhante com a do "Episódio IV – Uma Nova Esperança", que faz o maior sentido já que "Rogue One" se encontra nesse meio termo. Vemos muitas referências e personagens marcantes, como Darth Vader, que teve uma de suas melhores cenas da história!


É reconfortante saber que funcionou e sentir um orgulho imenso ao sair da sala do cinema, recriando as cenas na mente e esperando por mais produções desse nível ou ainda melhor. "Rogue One" fala muito sobre a esperança e otimismo para realizar coisas que são consideradas quase impossíveis. É uma obra de arte que nos faz refletir e admirar seus ensinamentos. Vem logo, episódio VIII!

Você já viu "Rogue One"? O que achou? Se ainda não, corre pro cinema e aproveite!

Espero que tenham gostado! Até mais!

Resenha | Animais Fantásticos e Onde Habitam (sem spoiler)




Olá, pessoas! Após 3 anos desde o anúncio sobre a adaptação do livro "Animais Fantásticos e Onde Habitam", finalmente o grande dia chegou e aqui estou eu para escrever uma das resenhas mais especiais que já fiz. Com a estreia de J.K. Rowling como roteirista, o trabalho de David Yates na direção juntamente com David Heyman e Steve Kloves na produção, o mundo mágico voltou às telas do cinema com a história que tem como protagonista o magizoologista Newton Scamander e que se passa na Nova York de 1926.

Enquanto passava uma maratona de trailers de outros filmes, minha mente ficava revirando e lembrando de como foi passar esses 3 anos aguardando aquela pré-estreia onde eu estava. A emoção tomou conta de mim inteiramente quando o símbolo da Warner Bros. surgiu na telona e, como de costume, veio em minha direção e aos poucos dava espaço para o título do filme. "Animais Fantásticos e Onde Habitam" já começa tirando o fôlego por nos inserir em um ambiente muito bem trabalhado, retratando a Nova York dos anos 20 como se tivessem conseguido fazer um lugar viajar no tempo. A variação de cenários foi algo que impactou na identidade visual do filme, trazendo beleza aos nossos olhos a cada locação diferente.

http://izoltsayre.tumblr.com/ 


Na primeira aparição do personagem de Newt Scamander, interpretado fielmente e de forma graciosa pelo ator Eddie Redmayne, já percebemos a personalidade genuinamente lufana do magizoologista, que possui um carinho e interesse imenso pelas criaturas mágicas e sabe que quase sempre elas são incompreendidas. Inclusive todos os atores conseguiram trazer a essência dos seus personagens nesse filme, especialmente a Alison Dusol que intepretou a fofa e corajosa Queenie Goldstein, o Dan Fogler como o hilário e doce Jacob que personificou o amor pelo mundo mágico, Ezra Miller divinamente como Credence e o talentoso Colin Farrell dando vida ao Percival Graves.

O roteiro, que não posso esquecer de ressaltar que é de autoria da própria J.K. Rowling, é surpreendente. Dá pra sentir a magia intensificada em diversas partes do filme, que em "Harry Potter" ficava um pouco retraída devido à importância do próprio enredo. Foi incrível ver como a aparatação foi tão explorada, como se os bruxos realmente utilizassem daquilo o tempo todo. A quantidade de feitiços lançados e conjurados também é para impressionar, sentimos como é ter um arsenal tão variado de magias e poder usufruir do mesmo no dia-a-dia sem temer uma possível expulsão de certa escola de magia. "Animais Fantásticos" é um filme mais mágico e maduro, acertando no foco da nova geração de potterheads e abrindo as possibilidades para histórias mais complexas, obscuras e de cunho mais real.

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Em cada cena, até nos mínimos detalhes, vemos algo que é a cara de J.K. Rowling, mesmo ela tendo atribuído quase todo o trabalho aos seus colegas e equipe de produção. Nos é mostrado um mundo onde os bruxos precisam viver quase enclausurados em seu próprio mundo devido à perseguições por certas organizações radicais e com isso as leis de prática de magia são muito rígidas por parte do MACUSA. A essência dos animais que são mostrados ao longo do filme nos fazem entender o porquê do "fantásticos". Cada um possui uma personalidade e jeito distinto, além da fofura que alguns deles, especialmente o Tronquilho e o Pelúcio, trazem para aumentar o nosso afeto por essa obra.

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Em aspectos técnicos, "Animais Fantásticos" não deixou a desejar em nenhum deles. Os figurinos e a direção de arte nos transportou brilhantemente para os anos 20. A cada cena os efeitos visuais tiravam o fôlego de quem assistia, especialmente com a ajuda do 3-D em algumas sessões, que particularmente foi um dos melhores efeitos que eu já vi; ajudou bastante na personificação da magia em si e na ambientação de certas locações. Para complementar tais cenas, a trilha sonora composta por James Newton Howard foi essencial e bem encaixada nas cenas, ressaltando a aventura, emoção e escuridão, além da canção Blind Pig que citavam alguns animais na sua letra.

Esse foi só o ponto inicial de uma trama repleta de revira-voltas e emoções, agora é só aproveitar essa nova era mágica e esperar pelos 4 outros filmes que estão por vir nos próximos anos.

Espero que tenham gostado! Malfeito feito!

Resenha | Coherence



Olá pessoal. Hoje vim escrever sobre um filme que assisti recentemente e achei muito interessante: Coherence (2013). Dirigido por James Ward Byrkit, o filme se encaixa nos gêneros de ficção científica e suspense, e se encaixam realmente muito bem, com a utilização de exageros sobre teorias científicas que tornam o filme interessante e adicionam um tom de mistério ao longa.

O filme conta a história de um grupo de amigos que se encontram depois de um tempo, dando a entender que anteriormente esse ritual era recorrente. Durante o jantar, eventos estranhos começam a acontecer (quedas de energia, celulares quebrando) e os amigos discutem sobre uma possível razão para eles. Emily Foxler (Emily Baldoni) explica que esses acontecimentos estranhos podem estar acontecendo devido a passagem de um cometa próximo á terra, que supostamente poderia afetar o funcionamento de objetos e até mesmo pessoas. Obviamente ninguém acredita muito nessa teoria, eu mesmo achei que o filme ia  seguir uma linha mais realista, como deixar um dos personagens loucos e iniciar uma caçada pra matar, estilo filme de Serial Killer dos anos 90, mas não é nada disso que acontece, aí que a loucura começa.



É difícil explicar em palavras os acontecimentos desse filme, e esse também nem é muito meu objetivo, pois inevitavelmente eu acabaria dando spoilers, mas, basicamente, a história brinca com a teoria do Gato de Schrödinger. Pra quem não sabe muito sobre essa teoria vou dar uma explicada rápida: o experimento do Gato de Schrödinger consiste em colocar um gato dentro de uma caixa com um pote de veneno, se o gato beber o veneno ele morre, caso contrário estará vivo quando a caixa for aberta. A base do experimento está em dizer que o gato esta vivo e morto ao mesmo tempo dentro da caixa, até que alguém a abra, ou seja, as duas realidades coexistem. Sim, é meio louco, mas o filme aborda de forma "simples" essa teoria em seu roteiro, mas deixando a cargo do público desvendar e entender melhor a narrativa.

Durante o filme, também são contados alguns detalhes da vida e dos conflitos entre os personagens, enriquecendo um pouco a história e auxiliando o telespectador a entender mais completamente as relações entre eles e os acontecimentos do filme, apresentando um desfecho muito interessante e surpreendente.

O filme foi muito bem falado durante o ano de seu lançamento, tachado como um dos melhores filmes de Sci-Fi dos últimos anos e sendo muito apreciado pelo público. Algumas avaliações:

Nota Filmow: 4.1/5.0
Nota IMDB: 7.2/10.0
Minha Nota:  9.0/10

Bom, talvez eu tenha supervalorizado um pouco o filme, mas eu realmente gostei e indico para as pessoas que gostam desse gênero e estão um pouco enjoadas dos filmes de temáticas mais atuais. Em quesitos técnicos, na minha opinião, o filme é bem satisfatório, não possuindo fotografia ou trilha sonora surpreendentes, mas não deixa a desejar em nenhum momento.

Muito obrigado por lerem :)

Resenha | Esquadrão Suicida (filme)



Olá, pessoas! Já faz alguns dias que eu estava querendo fazer resenha do tão aguardado filme "Esquadrão Suicida" (Suicide Squad) e aqui estou para contar um pouco sobre ele para vocês. Pessoalmente, eu estava muito ansiosa para assistir a esse novo longa-metragem da DC, dirigido por David Ayer, e fiquei muito feliz por conseguir ir ao cinema poucos dias após sua estreia.

Como a maioria deve saber, "Esquadrão Suicida" é um filme baseado em um dos quadrinhos da DC Comics, e sua adaptação para os cinemas teve sua estrutura inicial bem parecida como se estivéssemos lendo uma de suas edições. O começo do longa é uma das poucas partes onde se tenta explicar (de uma forma bem rápida e com textos na tela que são quase impossíveis de se ler) a história em si. A origem de cada um dos vilões é apresentada de forma simples, como se o filme não estivesse tão preocupado em introduzir seus personagens. A partir daí somos levamos como em uma montanha-russa para todos os eventos seguintes e talvez tenha sido essa correria que não agradou boa parte do público. 


No filme, a história se passa depois dos ocorridos em "Batman VS. Superman", e a Força Tarefa X, comandada pela Amanda Waller, é o esquadrão composto por vilões que tem o objetivo de deter um possível próximo Superman revoltado, além de inimigos ou entidades malignas no geral. Diferente de usarem heróis, o governo consegue controlar a situação da nação mantendo segredo e, caso algo dê errado, tem a opção de culpar tais vilões e até matá-los através de uma nano bomba implantada em seus pescoços, o que os força a participar de missões suicidas.

Tanto para quem já leu as HQ's de "Esquadrão Suicida", tanto para quem nunca tinha ouvido falar, fica bem claro que a DC não soube aproveitar os personagens que tinha em mãos. Membros como a Arlequina (Margot Robbie), o Pistoleiro (Will Smith) e até mesmo o El Diablo (Jay Hernandez) foram os que mais se destacaram, tanto pela atuação, quanto pelo roteiro designado para os mesmos, além da Amanda Waller (Viola Davis). Não fica claro, em um âmbito geral, quais são as habilidades e características marcantes dos personagens, mas mesmo assim ganhamos certa afinidade após cenas de suas origens e histórias de vida.


Ao contrário do que eu esperava, a personagem Katana (Karen Fukuhara) teve sua participação tão fraca que chega a ser dispensável (mais não tão desnecessário quanto o personagem do Crocodilo), ao contrário do que ela realmente é no mundo dos quadrinhos. Se não fosse o romance de Rick Flag com a June Moon, que tem sua complexidade envolvendo a entidade Magia (vilã do filme), o soldado e a artista (que nessa adaptação para os cinemas se tornou uma arqueologista e teve sua origem envolvendo a Enchantress totalmente alterada) não teria sido igualmente tão importantes nesse longa.


Agora falando de um dos personagem mais divulgados e esperados do filme: o Coringa. Ele, por si só, não é um membro da Força Tarefa X e por esse motivo eu já não via grande necessidade de tal propaganda acima dele durante tantos meses. O filme comprova isso. Dá para notar que o único motivo para a inserção do coringa em "Esquadrão Suicida" foi para aprofundar a origem da Arlequina e problematizar a missão dada ao grupo pela Amanda Waller para deter os meta-humanos, cujo único objetivo do coringa é resgatar a sua "amada" (entre aspas pois envolve muito abuso e jogos psicológicos). Pessoalmente eu não odiei a atuação do Jared Leto, tirando a risada forçada que tirou boa parte da essência do personagem para mim, mas sim a construção do coringa em si, que se tornou um gangster que só faz negociar com outros criminosos. 


"Esquadrão Suicida" é um filme divertido com boas cenas de ação que, pelo marketing que teve, talvez não tenha agradado muita gente após o filme. Sua trilha sonora é muito boa, contendo clássicos do rock alternativo e outras músicas que nos fazem dançar na poltrona durante certas cenas. Seus personagens carismáticos, especialmente a Arlequina e o Pistoleiro, é um de seus pontos mais fortes, que realmente faz valer a pena ir ao cinema para rir e se emocionar com suas histórias.  Eles fazem a essência do filme e faz com que se queira uma continuação o mais breve possível!  

Ah... Tem cena pós-crédito com a Amanda Waller e o Bruce Wayne! ;)

Espero que tenham gostado! Até mais!


Séries | The Good Wife


Olá, pessoal. Meu nome é Emanuel Henrique, já publiquei alguns posts aqui no blog da Angélica há algum tempo, porém esses dias ela me colocou como autor para facilitar as coisas ;) Hoje eu decidi escrever minha opinião sobre uma das séries mais queridinhas dos Estados Unidos: "The Good Wife".

A série ia ao ar pelo canal CBS e estreou em 2009, tendo seu último episódio exibido dia 7 de maio de 2016. Recebida e aclamada por vários críticos, a série foi exibida em 7 temporadas. Alguns dizem que o final da série é daqueles que você ama ou odeia, mas eu ainda não cheguei na última temporada para comentar sobre isso, porém pelo que eu assisti até agora penso que seja impossível odiar.

A protagonista da série é Alicia Florrick (Julianna Margulies), esposa do promotor Peter Florrick (Chris Noth) que foi acusado e preso por corrupção em seu escritório. Além disso, Peter se envolveu em um escândalo com uma prostituta, caso que veio a tona junto com as acusações de corrupção, humilhando e envergonhando toda a sua família. Porém, mesmo com todos esses problemas, Alicia não se divorcia de Peter, mantendo um "casamento" com esperança de reconstruí-lo após a saída de Peter da cadeia (talvez daí venha o título da série). Alicia costumava ficar em casa e cuidar dos filhos, da família, uma dona de casa, porém com a prisão de Peter ela é obrigada a voltar a trabalhar para sustentar a casa e seus filhos. Com isso, Alicia encontra emprego em uma escritório de advocacia de um de seus amigos de faculdade: Will Gardner (Josh Charles).


Mas o que é interessante nessa história? Bom, "The Good Wife" é uma daquelas séries dramáticas jurídicas, onde cada episódio apresenta um caso e uma situação separada, porém mantendo a conexão entre eles, principalmente com a história de Alicia e Peter por trás. A personagem de Julianna Margulies é simplesmente sensacional. Você consegue se apaixonar e odiar A Boa Esposa ao mesmo tempo: genial no tribunal e totalmente indecisa (pelo menos no começo) sobre sua vida pessoal.

The Good Wife apresenta episódios muito emocionantes, que vão de presos no corredor da morte até psicopatas assassinos e traficantes, ao mesmo tempo que te proporciona boas risadas e situações inusitadas, principalmente se você é um daqueles que se coloca no lugar no personagem. Eu, particularmente, estou viciado nessa série e não consigo parar de assistir.

A série foi bastante premiada em festivais como O Globo de Ouro e o Emmy Awards, principalmente na categoria de melhor atriz. A Netflix disponibiliza as 6 temporadas da série. Dá uma passadinha lá e assiste o piloto dela, depois disso comentem o que acharam aqui.

Muito obrigado por lerem! :)

Resenha | Holidays



Olá, pessoas! Estou de volta com mais uma resenha! Neste post irei falar um pouco sobre o filme "Holidays", uma produção bem recente, lançado em abril desse ano e que está disponível na Netflix. Ele se trata de uma antologia, gênero que vem crescendo muito e ganhando um bom destaque ultimamente, sendo composto por várias histórias que representam um feriado específico.

Os 8 contos são voltados para o terror e mostram um lado obscuro de algumas importantes datas festivas do nosso calendário, em ordem cronológica. "Holidays" mostra, em mais ou menos 15 minutos, a subversão dos feriados do Dia dos Namorados, Dia de São Patrício (Saint Patrick's Day), Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Bruxas (Halloween), Natal e Ano Novo.



Comecei a assistir o filme com minha irmã sem ter a menor ideia de que se tratava de uma antologia (coleção de obras curtas), e já no final do primeiro conto ficamos chocadas como tudo foi rápido e brutal. A primeira história é sobre o Dia dos Namorados e mostra uma garota que é apaixonada pelo treinador de salto ornamental, além de ser atormentada intensamente por algumas garotas de sua turma. A forma como é retratada essa "paixonite" da aluna pelo professor é, de alguma forma, um pouco cômica pelos efeitos que usam para expressar isso. O final do conto é bem tenso e legal, mistura vingança e amor doentio. 

O conto seguinte é sobre o  Dia de São Patrício (Saint Patrick's Day), um feriado que não é tão festejado mas que por ter uma base história bem construída, foi adicionado nesse filme. A história se trata de uma professora que deseja muito que uma de suas pequenas alunas deixe de ser tão séria e passe a sorrir. É muito confuso como e porquê tudo acontece, só consigo explicar que envolve uma gravidez nada comum e o fim é mais estranho que o começo.




Chegamos no feriado da Páscoa, para mim um dos mais perturbadores de todos os contos. Ele começa com uma garotinha questionando a mãe sobre a origem da páscoa e seu significado. A história possui muito suspense e talvez seja meio pesada para algumas pessoas. Vemos a figura bizarra de uma mistura de coelho da páscoa com Jesus que, além de ser muito esquisita, coloca pintinhos no mundo através do buraco feito pelos pregos na palma da mão.




O Dia das Mães é um conto um pouco menos interessante. Como (talvez) era de se esperar, mostra uma mulher que é "amaldiçoada" por engravidar todas as vezes que faz sexo, mesmo quando se previne. Ela é indicada por sua médica a participar de um ritual de fertilidade no meio do deserto, o que não faz o menor sentido e é um pouco sugestivo para os acontecimentos seguintes. No Dia dos Pais a história é bem diferente. Vemos a trajetória de uma jovem em busca de seu pai (que antes acreditava estar morto). Ela segue o caminho indicado por ele mesmo e gravado durante um passeio de praia entre os dois, quando a mulher ainda era criança e estava do seu lado. Não é muito fácil de explicar, mas o achei o conto genial, menos o final que deixou a desejar.

Para quem esperava algo bem assustador e tenebroso no conto do Dia das Bruxas, me decepcionei um pouco, mas não completamente. Se trata de uma vingança muito sangrenta de 3 mulheres que trabalham com serviços sexuais através da webcam e possui um cafetão explorador e muito rude. As únicas ligações com o feriado são os doces, uma fantasia e a breve menção às "bruxas".

Chegando nas festividades de final de ano, temos o Natal, em que um pai chega atrasado em uma loja e acaba perdendo o último óculos de realidade virtual disponível para presentear seu filho, o que o leva a fazer algo bem contraditório ao "espírito natalino". O conto é repleto de cenas cômicas e revelações perturbadoras, não muito diferente do Ano Novo por envolver um psicopata que procura encontros em sites para comemorar o Halloween e tal encontro possui uma revira-volta bem inesperada e satisfatória, pessoalmente gostei bastante.

No geral, "Holidays" é uma boa antologia, mas não chega a ser tão interessante como alguns conjuntos de terror já existentes. É bem perturbador no começo, mas depois se torna algo tão sem noção e perde a essência do que era pra ser mais importante, os feriados. O filme é ótimo para ver com os amigos em algum desses feriados ou até mesmo em dias avulsos, mesmo sendo de terror, resulta em várias risadas e expressões de nojo.



Espero que tenham gostado! Até mais!